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| Durante a leitura: "Bernadette", Four Tops* |
Tempo s. m. Medida arbitrária da duração das
coisas.
É assim que se desenha e se desenvolve a
trajetória dos personagens de J. Egan. Num ir e vir de pessoas e diferentes
épocas como se fossem imagens submergidas da memória de alguém que vê um álbum
de fotografias de forma alinear.
A história começa com Sasha, jovem assistente de
um produtor musical, que tem um passado confuso que se reproduz ao longo de sua
trajetória. Em seguida conhecemos a história de Bennie, o produtor musical da
história anterior em uma outra época. Mais adiante, depois de passar por alguns
outros personagens que estão interligados com os anteriores, voltamos à uma
outra época na vida de Sasha.
O interessante não são somente as relações que se
tramam entre os personagens, mas a possibilidade de visualizar as mudanças e
reviravoltas que o tempo, o grande titereiro, produz sobre a vida destas
pessoas.
Difícil não fazer um paralelo com nossas próprias
vidas, as expectativas, frustrações e surpresas nas voltas que o tempo dá.
A narrativa que particularmente me pareceu menos
interessante é a do jornalista Jules, cunhado de Bennie e minha personagem
predileta, Sasha, mas a narrativa mais interessante, sensivel e criativa é a da
sua filha Alyson que é toda construida por meio de lâminas de power point que
projetam sentimentos, impressões e conclusões de uma menina de 12 anos e poder
de análise que vai muito além de sua idade.
*Bernadette é uma das preferidas de Sasha.
Mas eu ainda fico com Young Americans...
EGAN, Jennifer. A visita cruel do tempo. Tradução Fernanda Abreu - Rio de Janeiro: Intrínseca, 2011.
EGAN, Jennifer. A visita cruel do tempo. Tradução Fernanda Abreu - Rio de Janeiro: Intrínseca, 2011.

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